Joice Joy lins

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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Carta de uma menina

Querido pai Natal, gostaria de pedir que entregasses esta carta ao meu avô que partiu para o céu e não voltou mais.
Dizem que ele é uma estrela a cintilar somente para mim e que é meu anjo da guarda e vela por mim ao lado do Pai do Céu.
È Pai Natal o que te peço pode ser impossível e difícil, mas dizem que é amigo do Menino Jesus e ele realiza alguns dos teus pedidos.
Eu tenho muitas saudades das nossas conversas, do estar com ele à beira da lareira, nos aquecendo e a tomar nosso chá de cidreira á noite.
Sinto saudades do seu abraço e do seu aconchego, do olhar meigo e paciente contando histórias, ate minhas pálpebras não aguentarem abertas e adormecer.
Pegava em mim ao colo e levava para a cama, pacientemente, antes pedia que rezasse ao meu anjo da guarda pedindo por todos os que eu amava.
O meu anjo esqueceu de mim e levou o meu avô para o céu e fiquei muito triste mesmo.
Sabes Pai Natal, era o meu avô que ensinou a sonhar, ele ensinou que podemos realizar os nossos sonhos, dizia sempre com sua voz segura:
Ora minha menina só quem sonha acredita, acredita num mundo fantástico onde existe a magia e o mistério do acontecer.
Nunca mais esqueci sua frase até hoje, foi no seu ensinamento que eu achei que podia fazer isto enviar uma carta ao meu avô.
Aqui vai:
Querido Avô:
Meu querido avozinho queria matar a minha saudade de ti, dos teus belos contos de histórias sejam reais ou imaginários onde sempre aplicavas alguns ensinamentos de vida.
Sei que foste um bom homem nesta vida aqui, como dizem os adultos, tu plantaste árvores e deixaste filhos, mas não escreveste um livro, mas um dia eu o farei ainda por ti.
Pode ser?
Eras um mestre, um dos melhores mestres, ensinaste a ser uma boa filha no mundo, confesso que muitos dos teus ensinamentos passaram à geração futura das nossas crianças.
Avozinho lembra das nossas tardes, de mexer na terra, ensinares a semear, adubar e ver reproduzir as plantinhas?
Claro que tu te lembras, eu jamais consegui esquecer e muito menos um dia quando cheguei a chorar desvairada mente porque a minha planta preferida morreu.
Sorrindo e com a tua calma explicaste que tudo nasce, cresce, reproduz e morre e que essa a certeza da vida.
Pegaste na minha mão pequenina e fizeste-me apanhar um punhado de terra, ensinando o valor dela em tudo.
Dizias da terra vens e a terra, tu vais, parar.
Assustada eu não percebia e queria entender e coitada de mim quando tu morreste, eu já entendi...
Lembro das nossas vindimas, onde tu me fazias rir com as tuas brincadeiras com os acolhedores do vinho.
Lembro-me do Natal, onde juntos fazias o presépio comigo, cada figurinha era eu que escolhia o lugar.
Quando terminávamos era eu que acendia as luzes e era uma festa.
Ainda recordo cada historia que me contava sobre, a época do Natal e sua magia, ensinaste com isso a ter esperança no dia a dia e nas pessoas.
Lembro do jardim repleto de neve, de tu partires os cavaco para colocares a lareira.
Lembro do teu cheiro, daquelas calças com os suspensórios que eu tanto gostava de brincar contigo, fazendo-os estalar nas tuas costas.
Ainda consigo ver teu rosto e tua mão pegando na minha e entrar na igreja para ouvir a missa de domingo, ficavas orgulhoso eu só querer ir contigo.
Eu ficava parecia um pavão de tanta felicidade e quando paravas para dar um doce a minha escolha?
Por muito doces que eu possa comer nunca mais comi um com aquele sabor.
Avozinho poderia ficar aqui a falar muitas mais coisas e que coisas nós vivemos os dois, nunca senti tanto amor como aquele que transmitias para mim e é esse amor que sinto saudade. Saudade porque as minhas meninas não tiveram um avô assim como tu e talvez por isso eu ainda seja a criança que acredita na Magia do Natal e queria dar-te um abraço muito apertado e ficar em teu colo nem que seja um segundo apenas.
Avozinho só queria dizer que eu te amo e sinto falta de ti Beijinhos e escuta as minhas preces feitas a ti antes de dormir.

Ao meu verdadeiro amor

Pois é estou a escrever o que não tenho coragem de falar-te abertamente,
deixo sobre tuas coisas meio escondido,
para ver se um dia a encontras.
Se a descobriste agora é porque a encontraste e aqui vai meu amor:
Meu amor, eu lembro do primeiro minuto que falamos,
lembra-te que me sentia bem e segura,
tinhas uma vida diferente da minha e eu a minha vidinha repleta de sofrimento,
mas alguém lá em cima quis que nesta vida os dois reencontrassem e vivessem a sua grande historia de amor.
Era ainda muito jovem diria que ainda uma criança e sempre sonhava com belo cavaleiro vestido de branco com a cruz dos templários no meio de suas vestes,
mas sempre pensei ser lembranças de menina.
Cresci, estudei e lia muito mesmo por vezes ia a vários lugares,
diria que mundos onde ninguém acessava era,
simplesmente, magníficos,
entrava no livro e depois era só voar ao mundo do imaginário e ali divertir até cansar.
Lembro ainda de ter medo do escuro,
muito medo mesmo,
por vezes colocavam em situações terríveis para eu perder o medo,
mas ele só aumentava,
quando eu perdia as forças eu lembrava do meu cavaleiro andante que um dia viria num cavalo, voando e levava para outro lugar e longe de tudo.
A minha e tua vida não foi fácil,
foram muitas batalhas,
muita dor que os dois superamos,
ultrapassando com fé de um novo dia e éramos infelizes os dois porque nada nos preenchia por dentro.
Minha vida não foi fácil,
diria que nada fácil mesmo, eu cresci, estudei,
trabalhei e foi esposa e mãe,
mas nesse meu crescimento eu esqueci de mim,
da minha identidade era como se algo dentro de mim tivesse adormecido.
Tive muitos dias, meses que meu coração rebentava de tanta dor,
tanto desespero, perdida sem saber por onde caminhar ou aliviar a minha dor ou dos que me rodeavam.
Não tive grande ajuda aqui, mas lá de cima eu tive força e fé para caminhar e não fazer como meu irmão, que na sua dor e desespero,
termina com sua vida.
Entre lágrimas e entre medos eu rezava e pedia
a Deus que oferecesse a coragem e força para caminhar no meio da montanha agreste e turbulenta.
E no meio dessa turbulência vieste como um verdadeiro furacão quis resistir aos meus sentimentos,
mas eram demasiados nobres e sinceros porque era o amor verdadeiro.
O amor que eu tanto sonhei desde menina.
Muitos foram os que me feriram,
mas poucos aqueles que souberam curar e tu foste o único que curaste minha ferida já tão aberta e dolorido pela vida.
Lembro de cada momento que nós conversamos e cada promessa nossa,
curar as nossas feridas e cuidar um do outro e apagar o passado completamente.
Tu eras como uma águia ferida, eu como a fénix,
que pouco já existia em mim de tanto que doei de mim aos outros e nunca querendo pensar um pouco em mim.
Engraçado que eu contigo voltei a escrever como no passado,
eras minha fonte de inspiração,
meu porto seguro onde eu podia navegar e nunca afundar nas tempestades que estavam para vir e lembras que muitas vieram mesmo.
Fizemos promessas,
mas as cumprimos uma a uma religiosamente,
despimos das vaidades,
despedimos do conforto dos amigos e familiares e ficamos juntos e juntos ensinaste a ver a ruindade dos que se diziam amigos e superei barreiras dentro de mim.
Lembras quando me ensinavas que nem sempre o ser humano é que mostra ser,
mas sim um ser que repleto de maldade e desamor e eu que sempre acreditei no melhor dele e senti tristeza aos poucos tive que superar porque entendi que não era o momento de ele superar e evoluir.
Sempre me regi pelo coração, aprendi com um grande sábio que devemos escutar o coração e seguir nossa intuição sempre,
mas nunca deixar de orar e vigiar.
Sempre o fiz quando me esquecia disso sempre apanhava da vida e ficava presa na energia ruim, com aquela sensação de mal estar.
Para mim tu foste um grande mestre para mim além do marido que meu coração escolheu sem me consultar sequer.
Por vezes tuas palavras magoam meu coração aflito por ainda querer acreditar no ser humano e entramos em desacordo,
como me custa tanto cair na real,
tu e eu temos génios fortes e não gostamos de dar o braço a torcer.
Talvez seja por isso que nos completamos,
somos únicos e apaixonados, os eternos apaixonados,
que ainda fazemos sorrir nossa menina,
quando ela nos abraça e nos diz sorrindo e com aquele olhar terno “eu vos amo” e sou feliz.
È aqui que eu olho para a minha vida,
e vejo que tudo o que passei valeu a pena para agora poder estar aqui te agradecendo por ser tão feliz do teu lado.

Carta de perdão

Hoje repensei bem antes de escrever para ti, falar de ti, da tua solidão, ânsias e dor.
Pois é meu irmão de sangue, pela primeira vez consigo te perdoar, nas noites mal dormidas e agitadas, recordava a tua vida, agressiva mal acomodada pela nossa
família, quanta diferença fez na tua vida a falta de compreensão, da dor, da traição e do teu estado de espírito.
Quantas vezes eu fui conduzida a tua casa,
onde estavas trancado,
com medo de te encontrar sem vida,
mas mesmo assim eu ia repleta de medo de abrir a porta e ser a última vez de falar contigo, lembro de tremer de medo,
mas abria na esperança de te encontrar vivo.
Muitas vezes mesmo eu sendo uma filha diferente dos irmãos,
pois cresci em outro mundo, noutra família eu passei estar presente na ânsia de poder ajudar e compreender,
quantas noites eu e minhas filhas ficávamos horas,
falando contigo para que não ingerisses comprimidos com álcool e chegasses ao teu limite.
Lembro de uma vez me ligarem a chorar que o teu filho mais velho deu contigo numa garagem comum,
com uma corda ao pescoço e ainda pior com uma senhora grávida em seu ultimo mês gritando por socorro para te salvar.
Escusado será falar do trauma que aquela senhora terá até aos últimos dos seus dias não falando do teu filho com nove anos que assistia a tudo.
Depois o teu dilema o amor que sentias a dor que jazia em teu coração deveras apaixonado pela tua esposa e não conseguindo lidar com a exclusão da tua família por uma suposta traição.
Quanta dor, desespero, solidão eu vi,
ainda lembro de uma vez conversar contigo,
tu me falares que sem ela não conseguias viver, dos teus olhos, caiam lágrimas agrestes, sombrias.
Falava a ti, meu querido irmão, vive, deixa os outros,
sejas feliz não temas, pois quem ama sempre chega lá, afinal ela e mãe dos teus filhos.
Na minha dor eu tentei de tudo, te ajudar, salvar, guiar
, mas fui impotente, talvez incapaz de vencer todos estes preconceitos,
as minhas palavras não foram o suficientes,
Não foram tuas amigas e nem entraram no coração,
lamento meu irmão, peço desculpa,
por ser tão fraca nos meus argumentos, na tua dor que agora sei que era só tua.
Ainda lembro com precisão aquele dia, onde ligam desesperados,
dizendo que a ambulância já vinha a caminho,
embora eu sentisse dor, não sentia a surpresa,
algo dizia que isso iria acontecer mais dia, menos dia.
Naquele momento o mundo desabou, caiu a meus pés,
senti frio, medo, revolta e dor, tanta dor que nem conseguia demonstrar.
Segui de um hospital para outro,
mas já ciente da tua partida,
pois o tiro na tua cabeça já tinha feitos danos irreparáveis,
somente deixaram ligados a maquina para te despedires e a nós também.
Ainda lembro de querer ficar sozinha contigo,
a vontade de te bater era tanta, como podia um homem estudado,
cheio de planos com dois filhos lindos e com a vida já definida fazer tal atrocidade a si próprio, cometer o suicido.
Lembro que as lágrimas saltavam entre a minha voz tremula sem querer dizer que sabia que era a nossa despedida,
eu te questionar pedindo que Deus e tu fizésseis um milagre e agarrasses a vida,
pois eram tantos que te amavam, não o sabias,o quanto era.
Falei dos teus filhos da tua mulher e dos teus pais e irmãos,
que tudo iria ficar bem, lembro que do teu coma, correram lágrimas,
a tua mão apertou a minha, ainda sinto aquele momento neste coração.
Eu sabia que estavas de partida,
mas a minha revolta era tanta que hoje sei onde foi buscar as minhas forças para fazer tudo o que me foi destinado,
soube quando foste para outro plano,
senti a brisa e o frio da tua despedida, acho que jamais apagarei isso da minha memória.
Tive que ir reconhecer o teu corpo, falar de ti ao medico legista,
lembro-me que foi comprar uma camisa branca, para te vestirei
m, pois esqueceram dela,
nesse momento lembrei da tua comunhão,
do teu casamento e daquele momento atroz.
De tudo que mais esta na minha memória e a minha raiva de ter deixado partir um irmão novo, na melhor parte da vida,
era tanta a raiva que eu em teu caixão falei isto:
Meu irmão se eu pudesse te dava uns tabefes pela tua falta de amor a vida.
Eu não conseguia chorar,
lamentar a tua partida, pois a revolta era tão grande que a magoa estava mais forte do que a dor.
Hoje meu irmão, quero te pedir perdão,
pois já consegui me perdoar a mim mesma pela dor que causei a ti nesse teu plano tão confuso, quero te dizer que Deus te ilumine esses caminhos já de si tão sofridos em amor.
Eu não entendi o teu sofrimento, essa dor,
essa solidão de estares sozinho,
hoje consigo entender e me perdoar pelos meus pensamentos revoltados e pedir a ti perdão pelos meus pensamentos, pois primeiro eu tive que me perdoar e olha que não foi nada fácil...
Perdoa-me, onde queres que tu estejas meu irmão,
peço a
Deus que sejas um anjo de luz e que saibas seguir o caminho da luz e do amor.
Hoje por tua causa meu irmão,
aprendi a ser mais branda e mais comedida em meus julgamentos e na minha forma de amar.
Esta foi a minha última carta para ti depois de ler a tua carta de despedida antes de dares um tiro na tua cabeça.
Que todos nós aprendamos a ver os sinais de desespero e dor e possamos dar alento e amor a todos os que precisam de nós.

A gente se vê

Como vai você?
Lhe mando essa carta só para saber
Como vai você?
Foi a saudade que me fez escrever
Estou mais velho, cansado...
Mas revigorado pela esperança de poder lhe ver
Diga para mim
Quais as novidades por aí
Diga para mim
O que mudou desde quando eu parti
Não existem festas por aqui
Nem lugares onde ir
Quando eu me lembro
De antes de partir
Tantas coisas boas renascem em mim
Mas, de repente
Eu volto a enxergar
Nada é tão bom quanto poderia estar
Como eu gostaria de estar aí...
E tocar um blues...
Só para você
Tocar um blues
Pode acreditar
Um dia eu volto para lhe ver
E ficar
Uma noite inteira com você
Curtir, dançar, lhe ver sorrir...
E lhe falar do que aprendi
E até lá
Espero que esteja tudo bem
Não vou deixar
De pensar em você todos os dias que a vida tem
Dessa forma a única coisa que posso dizer
É um dia a gente se vê

A causa de um coração apaixonado

Você sabe o que é ter tido tudo perfeito nem que seja por um período da sua vida?
Eu tive, mas quando você joga fora isso, você se arrepende pro resto da vida, você nunca esperou que sentiria falta ou que faria diferença.
Na minha cabeça iria passar, iria ser só aquilo mas eu me enganei friamente.
Através do que tenho lido, das músicas que tenho ouvido, nas últimas semanas, é como se tudo conspirasse e me lembrar aquilo, eu posso estar enlouquecendo aos poucos com o fato de nunca mais recuperar isso ou pior, eu morri desde o dia em que eu te perdi.
E todas vezes pela manhã quando acordo e me vejo no espelho, eu sinto ódio, sinto desprezo, porque eu deixei a felicidade me escapar, me escapar pelos dedos e como eu fui capaz de permitir isso.
Se eu pudesse refazer minha vida, não me importaria de mudar a minha,
mas de fazer a sua bem melhor do que hoje restou.
Eu ainda acordo no meio da noite, no meio de um sonho, e penso em você,
leio e relei palavras que eu gravei na minha alma pra sempre pra que eu lembre que um dia eu fui amado por um ser tão lindo como você.
E eu fecho meus olhos, e anos com você se passam como um filme em minha mente,
cada sorriso, cada olhar, cada gesto e cada palavra,
me deixo escapar umas lágrimas e quando me vejo, estou aos prantos,
me sinto desesperado, pois mantenho um grito preso dentro de mim, mantenho um amor sufocado no meu coração e muitas vezes eu preferiria estar morto a não estar contigo.
Isso não vai ter fim,
é a minha rotina e no fundo eu ainda sou aquele garoto que você amou,
mesmo eu tentando ser frio, me tornar uma pessoa normal,
como se nunca tivesse sofrido você é meu grande amor e eu cometi o maior pecado comigo mesmo em desperdiçar de poder ter ficado com você.
Talvez eu ainda te procure nos olhos de outra, mas nunca achei, porque são únicos, são belos.
E mesmo com tudo isso, eu tenho um pouco de esperanças,
nada de mais, talvez eu as alimente pra não admitir que te perdi pra sempre,
não foi destino, e Deus não quis assim, eu te perdi e sei que isso te magoa até hoje,
mas se você ainda lembra de mim antes de dormir,
saiba que eu estou te esperando, até meu último dia de suspiro,
eu estou te esperando voltar pra mim.

Matando lembraças

Hoje matei um pouco mais de você
Mas uma lembrança que apaguei de meus arquivos
Sinto amargamente que não vou mais te ver, mais um pedaço de minha vida foi deletado
Mais um pedaço da historia foi queimado
É interessante como lembranças doem
Quando precisam ser esquecidas
Ou mesmo enterradas
É interessante como sempre pensamos que saberemos lidar com isso
Até que um dia acontece e ficamos sem ação
É difícil matar sentimentos saldáveis que são tão verdadeiros!
É muito difícil aceitar que tudo foi Sonho ilusão!
Mas aos poucos me recupero
Aos poucos me levanto
Pois você também me ensinou tanto sobre tantas coisas
Entendo seus motivos e razões
Teria eu também feito o mesmo
Mas por favor
Não precisa desaparecer
Não precisa de verdade morrer
Pois matar você e o mesmo que matar a mim mesmo pois uma pessoa me disse uma vez:
QUE UMA PARTE DE MIM FOI PARTIDA ENQUANTO OUTRA AGUARDA TUA CHEGADA
essa pessoa foi você!
e é a ti que dedico essa carta minha querida ... ......!!!

Como indentificar um psicopata do amor?

Falar em perda é falar em solidão, tristeza, desesperança,
medo.
Quando digo perdas, não estou referindo apenas os que morrem,
mas a todos que, alguma forma,
nos deixam prematuramente, antes que estejamos
preparados.
Um amigo que se muda para longe,
um namoro interrompido abruptamente e até mesmo um ente
querido que se vai,
sempre provoca em nós uma sensação de vazio.
E por que isso?
por que sofremos tanto mesmo sabendo que essas perdas ou
partidas inesperadas são inerentes a vida e que, portanto, não podemos
controlá-las?
Não saberia responder a precisão a pergunta acima, mas,
o que aparece mais coerente é que nunca estaremos pronto
para nos acostumarmos com a falta dos que amamos.
Por mais que saibamos que a qualquer instante ele nos
faltarão,
temos sempre a predisposição em acreditarmos que quem
nos ama nunca nos trairia,
nos privando de seu afeto, carinho e amor.
Ledo engano.
São justamente aqueles que amamos que mais nos machucam com
suas partidas inesperadas.
Vão-se sem aviso prévio e nos levam a felicidade, a fé na
vida, o equilíbrio.
O que fazer então?
Não amarmos?
Não nos permitimos gosta de alguém pelo simples fato de que
seremos,
mais cedo ou mais tarde deixados para trás na vida,
entregue as as nossas angústia e remorsos por não temos dito
tudo ou feito o suficiente por eles?
Creio que não.
Se há algo na vida que mais nos trás felicidade é sabermos que
somos queridos e não seria honesto nos privarmos de tal sentimento por
covardia.
Um amor de pai e mãe, o carinho de um amigo ou afeto de uma
relação de dois deve sempre se sobrepujar ao medo da perda.
Porque ela é inevitável, o sentimento, não.
Deve ser exercitado todos os dia de nossas breves vidas.
Ele é o que nos move, nos dá o chão para que possamos caminhar
pela vida com a certeza de que, haja o que houver, teremos sempre alguém com
quem contar,
que nos apoiará mesmo nos momentos em que não tenhamos
razão.
Esta,meus amigos, deve ser a maior lição pelos que partem sem
nos avisar:
Lembrar-nos que devemos sempre curtir aqueles que amamos com a
intensidade proporcional a brevidade de uma vida.
Porque, quando nos faltarem, saberemos que amamos e fomos
amados,
que demos e recebemos todo o carinho esperado,
que construímos um sentimento que nenhuma perda poderá
apagar.
Este sentimento transcende o espaço e o tempo,
não se limita ao contado físico.
Torna-se parte de nós, impregnado em nossa alma,
nos confortando nos dias difíceis,
sendo cúmplices de nossas vitórias pessoais,
norteando nossa conduta,
nos fazendo sentir eternamente amados.
Que me perdoem os físicos, mas, neste caso,
acredito sim que dois corpos podem ocupar o mesmo lugar no
espaço.
Basta que permitamos sentir a presença dos que amamos dentro
de nós,
como se fossem parte de nossa alma.
Só assim seremos inteiros.
''Aqueles que amamos nunca morrem, apenas antes de nós".